Perícia aponta fraude em eleição do Vasco e vê mais de 300 irregularidades

Pleito pode ser cancelado

Autorizada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, uma perícia no banco de dados do Vasco foi realizada pelo Instituto de Criminalística e comprovou as suspeitas de fraudes na eleição do clube no fim do ano passado. De acordo com reportagem da TV Globo, mais de 300 sócios estavam em situação irregular.

O ex-funcionário Sérgio Murilo Paranhos foi indiciado por estelionato e falsidade ideológica. Ele trabalhava na parte de informática do clube na gestão de Eurico Miranda e, segundo as investigações, foi o responsável por alterar os cadastros que, inicialmente, não tinham datas aptas a voto.

O HD contém o registro de 5.780 pessoas que se associaram ao Vasco entre 2015 e 2017. Destes, 335 estavam irregulares.

A comprovação de fraude poderá acarretar no cancelamento da eleição. O novo presidente, Alexandre Campello, venceu após romper a aliança que tinha com Julio Brant e que havia levado a dupla à vitória entre os sócios.

Como a eleição do Vasco ocorre de maneira indireta, ainda foi necessário uma votação entre os conselheiros, e lá Campello se desligou de Brant e se aliou aos correligionários de Eurico Miranda, o que lhe garantiu votos suficientes para vencer o pleito e se tornar o mandatário do próximo triênio no clube.

Intervenção jurídica desde antes da eleição

Os fortes indícios de fraude antes da eleição fizeram com que a Justiça intervisse no pleito vascaíno. No dia da votação, foi colocada uma urna separada para os mais de 700 sócios suspeitos. Ela foi para perícia e depois foi desconsiderada na soma dos votos. Na contabilidade, ela destoava bastante das demais com votos para a reeleição de Eurico.

Fonte uol Site Miséria

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