Uma década depois, obra bilionária da Transnordestina é um cemitério de trilhos e máquinas

Dinheiro público

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Obras inacabadas são encontradas por toda a extensão da ferrovia (Foto: Normando Sóracles/Agência Miséria)

Toda a obra deveria ficar pronta em 2011. No auge de seus trabalhos, chegou a empregar 11 mil pessoas. Hoje trabalham na obra pouco mais de 800 funcionários, de acordo com a Transnordestina Logística.

No canteiro industrial funcionou o que foi considerada a maior fábrica de dormentes do mundo. A fabricação dos blocos de concreto usados para acomodar os trilhos alcançou o incrível número de 4.800 unidades por dia, com 600 funcionários.

Sinônimo de progresso, a ferrovia tem como premissa maior ligar pontos estratégicos do sertão ao litoral, nos portos do Pecém no Ceara e Suape em Pernambuco. O que foi concluído até agora, mesmo com o orçamento tão extrapolado, não está sequer próximo de efetuar de fato a ligações entre os pontos. Trechos que ainda não foram concluídos ainda aguardam a contratação ou licença ambiental.

Enquanto pacientes engrossam o caldo da fila de espera por uma cirurgia, enquanto alguém morre aguardando ser atendido ou passa mal na falta de um remédio em posto de saúde, bilhões do dinheiro público foram responsáveis por construir a grande promessa que jamais saiu do papel. Fica mais claro quem, no final de tudo, continuará a pagar essa conta.

 

Com informações da Transnordestina Logística

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